Mercado de trabalho
Quem está se formando ouve que precisa saber usar IA, mas nem sempre aprendeu isso na faculdade.
Inteligência artificial e jornalismo
Fomos conversar com quem está na redação, na faculdade e no mercado para entender o que muda na notícia que chega até você.
Não há ordem certa. Se quiser uma sugestão, comece pelas matérias e siga a rolagem.
Por que este site existe
Em poucos anos, a inteligência artificial deixou de ser curiosidade e virou ferramenta de trabalho: transcreve entrevistas, sugere pautas, resume documentos. O que ficou para trás foi a conversa sobre como usar isso direito. Quem ensina? Quem decide o que pode e o que não pode? E quem avisa o leitor?
Somos quatro estudantes de Jornalismo da Universidade Positivo e fizemos este site, como nosso TCC, para reunir essas respostas num lugar só: conversas com quem vive isso todos os dias, números de pesquisas e dicas práticas. A ideia é questionar, discutir e, principalmente, informar.
A pergunta do nome é para valer: prompt é pauta?
O que a gente investiga
Para entender o que a IA muda no jornalismo, olhamos para três lugares onde essa história acontece.
Quem está se formando ouve que precisa saber usar IA, mas nem sempre aprendeu isso na faculdade.
Muita gente já usa IA no trabalho. Poucos receberam treinamento, e poucas redações têm regras escritas.
Como ensinar IA sem deixar de ensinar a apurar, checar e pensar? Professores e pesquisadores estão debatendo isso.
“Se o profissional não souber o básico de IA, ele já fica abaixo dos concorrentes.”
“A gente acaba aprendendo muito por conta própria, conforme as ferramentas vão aparecendo.”
“Meu papel enquanto jornalista não é aceitar qualquer coisa que a IA me entrega, mas verificar e confirmar dados.”
“Não basta saber pesquisar as informações, é necessário saber o que fazer com os dados encontrados.”
“Eu gostaria de clareza, principalmente de onde vêm os dados.”
Falas de entrevistas feitas pelo grupo para este projeto.
Leia
As matérias são conversas com quem usa IA no dia a dia da redação. Escolha por onde entrar:
Com ferramentas capazes de criar cenas cada vez mais realistas, veículos enfrentam o desafio de incorporar a inteligência artificial sem confundir representação e realidade
Ler a matériaCom respostas prontas nos buscadores e ferramentas de inteligência artificial, o leitor pode descobrir o que aconteceu sem abrir uma reportagem. Para os jornais, o desafio é continuar ganhando dinheiro com um trabalho que muitas vezes chega ao público por outros caminhos.
Ler a matériaEnquanto a inteligência artificial ganha espaço nas redações, a experiência de uma jornalista recém-formada levanta uma questão: o que as universidades estão ensinando sobre as ferramentas que já fazem parte da profissão?
Ler a matériaEntenda
Antes do ChatGPT, já havia robô escrevendo notícia. Veja alguns marcos dessa história.
Confira
A IA já está na rotina dos jornalistas, mas só uma parte das redações tem regras para ela. Escolha um dado e veja.
Aplique
Dicas de quem usa IA no trabalho, com o que fazer e o que evitar. Três para começar:
Parta da sua ideia e peça à ferramenta caminhos para desenvolvê-la.
Quando a IA entregar um dado, procure a fonte original e veja se o número corresponde ao que foi apresentado.
Use marca-d’água explícita em imagens geradas por IA e, em vídeos, durante todo o tempo em que o vídeo é exibido..
E você?
Responda e compare o seu uso de IA com o das pesquisas. Dá para ir além: mande uma pergunta, uma experiência ou uma sugestão de pauta.
Projeto de TCC 2 do curso de Jornalismo.
O projeto amplia a pesquisa do TCC 1 do grupo, “Meus textos usam Inteligência Artificial; meu pensamento, não”: uma análise de conteúdo do caso Natalia Beauty e dos limites éticos da IA no Jornalismo.
Quer sugerir uma pauta, indicar uma fonte ou participar de uma entrevista? Use a página Participe ou escreva para o grupo.